Um conjunto harmônico

ago 13, 2014 Comente por Public First Class

Nas provas de competição, animal e homem formam um conjunto. Assim é o Hipismo, uma das poucas modalidades esportivas (e olímpicas) em que isso acontece — e com tamanha importância sobre cada um, já que tanto o cavaleiro quanto o seu cavalo ganham status de campeões. Afinal, quem não se lembra de Rodrigo Pessoa e o seu Baloubet du Rouet, que juntos conquistaram para o Brasil a inédita medalha de ouro de Hipismo na Olimpíada de Atenas? Esse é, também, um dos poucos esportes em que homens e mulheres enfrentam-se uns contra os outros na mesma competição.

Aliás, a história do esporte se confunde com a da própria civilização, já que o homem começou a usar o cavalo como meio de locomoção e depois o adestrou. Mas a Federação Equestre Internacional só foi criada em 1921, quando o hipismo já era largamente praticado em suas três categorias. A categoria mais conhecida é a de saltos, onde o competidor deve percorrer no menor tempo possível um trajeto determinado pela competição.

No adestramento, o vencedor é determinado por uma avaliação de juízes, que julgam as performances nos movimentos obrigatórios e livres. Por fim, existe o concurso completo de equitação (CCE), que é disputada durante três dias e envolve adestramento, prova de fundo (subdivididas em quatro etapas) e saltos. O esporte é conhecido por sua elegância típica de sua origem, dos nobres ingleses, e possui uma grande complexidade.

Não basta o atleta adquirir um cavalo e partir para uma disputa. É preciso tomar alguns cuidados com o animal,tendo como base a limpeza, para evitar a transmissão de doenças, uma alimentação correta, evitando que o cavalo fique acima do peso para competir, e manter as vacinas sempre em dia, fora os cuidados com o estábulo.
Ao mesmo tempo em que conseguimos identificar um cavalo de corrida de longe, com o cavaleiro não poderia ser diferente: a roupa e seus acessórios são inconfundíveis a qualquer tipo de prática, formando uma identidade. As peças básicas e obrigatórias são o capacete, uma casaca de couro, o culote, as botas e o chicote. Com isso, o cavaleiro está preparado para o desafio.

É fundamental a integração entre o cavalo e seu dono. O entrosamento correto traz a união necessária para a melhor produtividade dentro e fora das pistas. A primeira competição olímpica que o hipismo passou a fazer parte foi em 1900, mas na ocasião só com a categoria de salto. O CCE e adestramento só entraram em 1912, nas Olimpíadas de Estocolmo.

A primeira data que se tem registro no Brasil foi em abril de 1641, trazida pelo príncipe holandês Maurício de Nassau.Porém, apenas em 1911, foram criados os primeiros clubes hípicos no país: a Hípica Paulista (SP) e o Clube Esportivo de Equitação do Rio de Janeiro.

Isso contribuiu para o crescimento da modalidade, aumentando o número de praticantes e simpatizantes no Brasil. No país, a modalidade é coordenada pela Confederação Brasileira de Hispismo (CBH), auxiliada pelas federações estaduais.É interessante notar que vários brasileiros conquistaram destaque na modalidade, entre eles Luiz Felipe Azevedo, Vítor Alves Teixeira, André Bier Johannpeter e Alvaro Affonso de Miranda Neto e Bernardo Alves Rezende, para citar alguns.

Todavia, hoje a principal referência do hipismo nacional no mundo é Rodrigo Pessoa, já que o cavaleiro foi o mais jovem campeão mundial da história e, também, o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica para o Brasil, nas Olimpíadas de Atlanta. Rodrigo é filho de Nelson Pessoa, considerado um dos maiores atletas de todos os tempos.

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